Toda consulta de transplante capilar começa com uma ficha de saúde — pressão, medicações, cirurgias anteriores. E é ali, quando a pessoa marca “tenho diabetes”, que a conversa muda de rumo. Não porque a porta se fecha, mas porque abre um caminho diferente: o de entender o controle da doença antes de falar em data de cirurgia.
O diagnóstico não é o problema — o descontrole é
Diabetes tipo 1 ou tipo 2 controlada não impede o transplante. O que preocupa o cirurgião é a glicemia fora da faixa: é ela que interfere na cicatrização e na resposta imunológica, os dois pilares de qualquer cirurgia que envolve milhares de pequenos pontos no couro cabeludo.
O corpo cicatriza diferente com glicemia alta
Cada folículo transplantado é um microferimento. Com a glicemia dentro do esperado, esse processo segue o roteiro normal. Quando está alta, a cicatrização atrasa e a porta fica mais aberta para infecção — o que, além do desconforto, pode comprometer a pega dos próprios enxertos. É por isso que glicemia descontrolada pesa mais na decisão do que o diabetes em si.
Os exames que entram na conversa
Antes de aprovar o procedimento, é comum pedir a hemoglobina glicada (HbA1c) dos últimos três meses — a referência usada é manter abaixo de 8%, com o ideal girando perto de 7,5% — além de avaliar circulação, cicatrização em cirurgias anteriores e as medicações em uso. Quando necessário, isso é feito alinhado com o endocrinologista que acompanha o paciente.
E quando ainda não está no ponto
Se a glicemia ainda não está estável, a recomendação costuma ser adiar, não cancelar. Alguns meses de ajuste no tratamento já mudam o cenário — e aí a cirurgia acontece com bem mais segurança para quem vai passar por ela.
Esse tipo de avaliação é justamente o primeiro passo de uma avaliação capilar séria na Capi Hair: entender a saúde da pessoa como um todo antes de falar em resultado.
